Há três anos sem direcionar a minha pessoa uma única frase, eis que a exclamação se entrega retumbante e coesa em meu aplicativo de mensagens: "o que houve que está na cama?". Como um eco de voz no alto de uma montanha, a frase ecoou, ecoou, ecoou e não encontrou nada em meu banco de dados cerebral que não soasse no mínimo uma resposta absurda e irônica no nível de "achei os lençóis incríveis e resolvi tirar foto com eles". Entretanto, tomei um gole de mim, traguei uma ou duas vezes minhas dores e respondi com a faceta de um monge tibetano que era a doença que sou portadora. Não bastando, recebo em retorno "ah, aquilo que você estava investigando?". A vontade era de responder que a vida estava tediosa demais e eu precisava de desafios grandes, daí criei uma doença rara, sem reconhecimento e com um péssimo diagnóstico para me sentir motivada. E gastar mais a energia, que não tenho, com gente que não vale a pena? Não. Respondi o nome, o que significa, o q...
Sempre pagaremos o preço
ResponderExcluirMuito lindo e profundo! 💖💖
ResponderExcluirParabéns! Amei tudo inclusive a citação a um poeta que amo.
ResponderExcluirCurto e profundo! Adorei.
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