São Gonçalo, 01/12/21 - Rio de Janeiro 1826 dias que a Síndrome da fadiga crônica/ EM/SFC/ME se instalou em minha vida e nunca mais me ABANDONOU. A sensação que tenho, à vista, é que envelheci 10 anos, adquiri 40 quilos entre medicações e compulsões por doces provocadas por desterro e também por medicações. Esta é uma tentativa, talvez falha, de autoescrita, um expurgo (amargo como bílis) de um vômito onde o estômago está vazio. Vazio de alguma mínima vida que se preze viva como narrada, de esperança, de alegria, de vitalidade, de um amor fajuto que se preze a abraçar ainda que com garras de lobo, este cenário insólito que é quarar a existência de olhos embaçados sem rumo ou ponto de chegada.
Há três anos sem direcionar a minha pessoa uma única frase, eis que a exclamação se entrega retumbante e coesa em meu aplicativo de mensagens: "o que houve que está na cama?". Como um eco de voz no alto de uma montanha, a frase ecoou, ecoou, ecoou e não encontrou nada em meu banco de dados cerebral que não soasse no mínimo uma resposta absurda e irônica no nível de "achei os lençóis incríveis e resolvi tirar foto com eles". Entretanto, tomei um gole de mim, traguei uma ou duas vezes minhas dores e respondi com a faceta de um monge tibetano que era a doença que sou portadora. Não bastando, recebo em retorno "ah, aquilo que você estava investigando?". A vontade era de responder que a vida estava tediosa demais e eu precisava de desafios grandes, daí criei uma doença rara, sem reconhecimento e com um péssimo diagnóstico para me sentir motivada. E gastar mais a energia, que não tenho, com gente que não vale a pena? Não. Respondi o nome, o que significa, o q...