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Mostrando postagens de maio, 2019

O un(inverso) na casca de noz

Stephen Hawking narra no livro "O universo na casca de noz", física teórica para leigos, fazendo uma interessante alusão que o universo caberia numa casca de noz. Neste caso, o interior da noz, somos nós e o nosso mundo, a nossa casa (ou para milhares, a cama). O macro no interior do micro.  A ME não é nada menos que um mundo dentro de Outro, apenas em nuances diferenciadas para cada fadiga nossa de cada dia. Você já viu uma árvore de noz? Elas são raras no Brasil (no sentido do difícil cultivo) e passam por um processo duro e lento para que ao quebrar sua dura casca, calejada pelas intempéries várias, ela possa ser saboreada. No geral, árvores de nozes não podem tolerar temperaturas muito baixas ou muito altas. Estes somos nós no arvorecer de uma maturidade necessária; saboreando a beleza de qualquer pequeno progresso que seja.  Somos também os incontáveis grãos de areia das praias, que olhados ao microscópio, vê-se de formas e composições diferentes. Há areia em quase...

Lida

A saúde parece óbvia e linear quando não se está doente. Nesta condição "infame", que já estive, pergunto ao meu Eu passado todos os dias, uns aos prantos, outros a navalha: o óbvio é realmente ululante? Quem nos observa, vê-nos inteiro? A dor, o medo, o desamor, o abandono? E o silêncio reina incólume... Alguém saberá, algum dia, o preço que pagamos (e pagaremos), por exceder-nos no sabor de um prato sempre evitado, nas horas a mais de risadas mesmo imóveis ao telefone excitando o cérebro, e no "logo mais", perdendo o sono? Fernando Pessoa indaga no seu Poema em linha reta : "Onde há gente no mundo?" É possível que já não houvesse, à época, a mínima sensibilidade que fosse com as almas amalgamadas aos muitos degredos do (re)existir.