Há três anos sem direcionar a minha pessoa uma única frase, eis que a exclamação se entrega retumbante e coesa em meu aplicativo de mensagens: "o que houve que está na cama?". Como um eco de voz no alto de uma montanha, a frase ecoou, ecoou, ecoou e não encontrou nada em meu banco de dados cerebral que não soasse no mínimo uma resposta absurda e irônica no nível de "achei os lençóis incríveis e resolvi tirar foto com eles".
Entretanto, tomei um gole de mim, traguei uma ou duas vezes minhas dores e respondi com a faceta de um monge tibetano que era a doença que sou portadora. Não bastando, recebo em retorno "ah, aquilo que você estava investigando?". A vontade era de responder que a vida estava tediosa demais e eu precisava de desafios grandes, daí criei uma doença rara, sem reconhecimento e com um péssimo diagnóstico para me sentir motivada. E gastar mais a energia, que não tenho, com gente que não vale a pena? Não.
Respondi o nome, o que significa, o que ela provoca e todos os seus compêndios. Mostrando-se "arrasada", balbuciou meia dúzia de hipocrisias e uma que foi o clímax do diálogo mau parido "o seu (...) não acredita na doença". E pensei comigo: e se eu não acreditasse no diabetes que ele tem, há anos, porquê eu não estava vendo, ele parecia saudável, forte e que poderia ser algo psicológico? Ele me odiaria! O diabetes tem um marcador que o diagnostique, a ME, não!
Esse post foi idealizado para informar ao mundo que não somente eu, como nenhum dos meus companheiros de caminhada, precisamos da crença pouca e rota de gente que somente patina no raso das nossas existências. Precisamos SIM, de gente inteira, que vê inteiro e sabe o que vê com empatia e amor ao próximo.
Entretanto, tomei um gole de mim, traguei uma ou duas vezes minhas dores e respondi com a faceta de um monge tibetano que era a doença que sou portadora. Não bastando, recebo em retorno "ah, aquilo que você estava investigando?". A vontade era de responder que a vida estava tediosa demais e eu precisava de desafios grandes, daí criei uma doença rara, sem reconhecimento e com um péssimo diagnóstico para me sentir motivada. E gastar mais a energia, que não tenho, com gente que não vale a pena? Não.
Respondi o nome, o que significa, o que ela provoca e todos os seus compêndios. Mostrando-se "arrasada", balbuciou meia dúzia de hipocrisias e uma que foi o clímax do diálogo mau parido "o seu (...) não acredita na doença". E pensei comigo: e se eu não acreditasse no diabetes que ele tem, há anos, porquê eu não estava vendo, ele parecia saudável, forte e que poderia ser algo psicológico? Ele me odiaria! O diabetes tem um marcador que o diagnostique, a ME, não!
Esse post foi idealizado para informar ao mundo que não somente eu, como nenhum dos meus companheiros de caminhada, precisamos da crença pouca e rota de gente que somente patina no raso das nossas existências. Precisamos SIM, de gente inteira, que vê inteiro e sabe o que vê com empatia e amor ao próximo.

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